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História e Curiosidades

A História do Opala

Apresentado ao público brasileiro no VI Salão do Automóvel de São Paulo de 1968, tendo vendido aproximadamente 1 milhão de unidades em sua gloriosa trajetória, o Chevrolet Opala encantou o Brasil, conquistando uma imensa legião de fãs por todo o país. Historicamente, foi a primeira grande aposta da General Motors no Brasil desde sua chegada ao nosso país em 1925, na cidade de São Caetano do Sul, São Paulo.

Do Projeto 676 à divulgação maciça

O Opala sendo apresentado no VI Salão do Automóvel de São Paulo de 1968.

Originalmente, o nosso tão amado Opala nasceu sob o nome Projeto 676. A Chevrolet utilizou a base do Opel Rekord, este apresentado ao público pela primeira vez em 1953. A versão Olympia do Opel Rekord, fabricado na planta alemã de Rüsselsheim, então braço direito da GM (hoje pertencente ao Grupo PSA – Peugeot/Citroën) rapidamente se tornou sucesso de vendas, levando a Chevrolet a usar a sua base.

A chegada do Opala veio cercada por uma maciça divulgação. No VI Salão do Automóvel de São Paulo, o ilustre piloto inglês Stirling Moss e várias misses apresentavam o carro em primeira mão. Já na TV, o famoso jogador de futebol Rivelino, o cantor Jair Rodrigues e a atriz Tônia Carrero participavam da campanha “Meu carro vem aí”.

O Chevrolet Opala veio com duas versões de motor:

– 2.5 litros com 4 cilindros em linha com 80 cavalos.

– 3.8 litros com 6 cilindros em linha com 125 cavalos, bastante possante na época.

Ambas versões de motor vieram emprestados do Chevrolet Impala.

As muitas vidas do Opala

Especial: também conhecida como Standard, a versão Especial foi lançada em 1971 e era mais em conta, com motor de quatro cilindros 2500 (opcional de 3800), freios a tambor e acabamento mais simples.

Luxo: Como o próprio dizia, a versão Luxo era a segunda mais cara de toda a linha. Vinha com cromados exteriores, acabamento superior, motor de 3800, teto de vinil e freios a disco.

Opala Gran Luxo

Gran Luxo: A versão top de linha do Opala, lançado em 1971. Apresentava duas opções de motor (de quatro cilindros 2500 e seis cilindros 3800), câmbio no assoalho, acabamento superior ao Luxo e o comprador podia escolher entre o modelo sedan ou coupé.

Opala SS: lançado para competir no mercado de carros esportivos, o Opala SS veio recheado de diferenciais que faziam dele um modelo único: painel com conta-giros com escala de até 6 mil rpm, rodas esportivas, motor 4100, câmbio de 4 marchas no assoalho, volante de 3 raios e bancos individuais. Lançado originalmente no mesmo ano de 1971, foi fabricado até 1980 e sofreu modificações conforme os anos para se adequar aos novos tempos.

Caravan: Eleito Carro do Ano de 1976 pela Revista Autoesporte, a perua Caravan se destacou por seu porte, força e estilo mais versátil. Foi desenvolvida a partir da variante Station Wagon do Opel Rekord, tornando-se um clássico à parte da linha Opala.

Comodoro: veio para substituir a Gran Luxo em 1975, aproveitando o embalo da remodelação visual da linha com o badalado lançamento do Caravan. O Comodoro apresentava meio teto de vinil Las Vegas (apenas para o modelo coupé), interior com apliques de jacarandá e um belo detalhe pintado na carroceria.

Diplomata: já entrando na década de 1980, o Diplomata foi a nova versão top de linha do Opala, que então passava por profundas remodelações como, por exemplo, formas mais retangulares nas laterais traseiras e dianteiras. Na época de seu lançamento, o Brasil passava por uma grave crise econômica, reflexo da segunda crise mundial do petróleo. Automóveis luxuosos como Ford Galaxie e Dodge Dart acabaram perdendo espaço, ao tempo que a preferência por sedãs potentes e grandes despencava dia após dia. O Diplomata foi o único da classe a reinar na escuridão, tornando-se preferência até mesmo entre autoridades como a Polícia, que chegou a utilizar o Diplomata como viatura.

Caravan Comodoro: chegamos ao fim da linha para o Opala. O anúncio de seu encerramento levou uma multidão de fãs a sair em carreata por São Caetano do Sul em forma de protesto. Apesar do barulho, o Opala tinha mesmo encontrado o seu fim.

O Opala tem o seu espaço reservado no coração de todos os amantes de automóveis, como um dos maiores ícones brasileiros já fabricados. Assim como ocorreu com outros ícones, como o Fusca, o Opala transcendeu universos, entrou para o imaginário popular e hoje é um item indispensável para qualquer colecionador que se preze.

Gostou do nosso artigo histórico? Semana que nós do PeçaShop estaremos de volta com um novo artigo para você!

 

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